A Fórmula 1 ainda não resolveu o quebra-cabeça do calendário de 2026 no Oriente Médio, e a indefinição sobre o futuro dos GPs da região continua movimentando os bastidores da categoria. Depois do cancelamento anunciado em março para as etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, motivado pelos conflitos entre Estados Unidos e Irã, a F1 não descarta uma volta do Sakhir no segundo semestre, caso o cenário local se estabilize. Já o destino das duas provas que fecham a temporada, Catar e Abu Dhabi, permanece em aberto.
A situação deve ganhar contornos mais claros neste fim de semana, quando o Conselho Mundial da FIA se reúne para ratificar a decisão do WEC de cancelar suas corridas no Catar e no Bahrein, substituindo-as por Barcelona e Monza. O movimento no automobilismo de resistência abre espaço para que a F1 comece a mapear alternativas próprias, num momento em que fãs de diferentes partes do mundo acompanham de perto os desdobramentos do calendário - entretenimento que, para muitos torcedores, se mistura a outras formas de diversão digital, como o jogo spin and win, cada vez mais populares entre o público esportivo.
Para o encerramento da temporada, a F1 trabalha com a possibilidade de substituir Catar e Abu Dhabi por uma finalização do campeonato em Portimão, em novembro, logo após o GP de Las Vegas. Esse formato deixaria o calendário com 21 corridas, um número considerado enxuto pelas equipes, que pressionam por uma etapa adicional.
Uma corrida extra entre Baku e Singapura
O principal ponto de discussão no paddock é o espaço livre entre o GP do Azerbaijão, em 26 de setembro, e o de Singapura, em 11 de outubro. Como a prova de Baku é disputada num sábado, a logística de transporte de equipamentos ficaria facilitada, o que reforça o interesse da categoria em aproveitar essa janela para encaixar mais uma etapa no calendário.
Malásia como favorita para a vaga extra
Segundo o portal britânico The Race, a Turquia ainda figura entre os nomes discutidos para essa corrida adicional, mas o GP da Malásia, no circuito de Sepang, aparece como o candidato mais forte. A proximidade geográfica com Singapura é o principal trunfo: facilitaria o deslocamento do material do paddock entre as duas etapas, reduzindo custos e complexidade logística. O fato de o circuito de Sepang estar localizado perto do aeroporto também pesa a favor da candidatura, agilizando ainda mais o transporte.
A Malásia integrou o calendário da F1 entre 1999 e 2017, período em que recebeu boa parte da história recente da categoria. Max Verstappen venceu a última edição da prova em Sepang, em 2017. Entre os pilotos que seguem na atividade, Lewis Hamilton também tem uma vitória por lá, enquanto Fernando Alonso é o único a ter triunfado duas vezes no traçado malaio - um retrospecto que reforça o simbolismo de uma eventual volta ao país asiático.